Bahia é o 2º Estado com mais Alunos na EJA e reforça o combate ao analfabetismo

Rede estadual de ensino se consolida como a segunda maior do Brasil na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), que abrange jovens, adultos e idosos

Foto Reprodução Smed
Foto Reprodução Smed

Com 129.741 alunos matriculados em 2024, última data de divulgação da pesquisa, a Bahia havia superado Minas Gerais e ficou atrás apenas de São Paulo (132.538 estudantes) na colocação de maior polo estudantil na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Este dado do Censo Escolar 2024 (MEC) representou um crescimento de quase 8% em relação a 2023.

Essa tendência de alta se confirmou em 2025, quando o ano letivo iniciou com mais de 100 mil matrículas na rede estadual, sinalizando uma expansão de cerca de 15% em relação ao ano anterior. A EJA na Bahia está presente em todos os 27 territórios de identidade, incluindo unidades prisionais, e se destaca por permitir a conclusão do Ensino Médio em dois anos (a partir de 18 anos).

Em um contexto onde a Bahia ainda registra o maior número absoluto de analfabetos do país, com uma taxa de 12,6% (IBGE 2022), o Governo do Estado, sob a gestão da Secretária Rowenna Brito, sancionou em 2025 a Lei nº 25.668/2025, que institui o Programa Bahia Alfabetizada. Esta é a política pública mais recente para combater o analfabetismo no estado, integrando esforços que antes estavam mais separados.

Foto Reprodução Amanda Chung Sec
Foto Reprodução Amanda Chung Sec

Salvador: Programa “Cidade das Letras”

Como iniciativa local e complementar, a capital baiana já havia implementado o Programa Salvador Cidade das Letras, uma iniciativa da Secretaria Municipal da Educação (SMED) em parceria com o Programa Brasil Alfabetizado.

O foco é o combate ao analfabetismo absoluto, que em 2010 atingia 4,0% da população soteropolitana acima de 15 anos. O “Salvador Cidade das Letras” representa a concretização do Art. 200 da Lei Orgânica Municipal, que exige que a cidade mantenha um programa para a erradicação do analfabetismo. A iniciativa busca garantir a matrícula na rede municipal e a continuidade dos estudos para jovens, adultos e idosos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social.

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